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16 de setembro de 2009

Cinderela em São Paulo


Hoje aconteceu algo que achei mágico:

Como todos os outro dias que considero normais - minha defição de dias normais: acordo cedo, pego ônibus, metrô, estudo, volto, não arrumo problemas e nada acontece, sempre ouvindo música e com as mãos no bolso da jaqueta - peguei o ônibus no terminal e fui em direção ao metrô. Como embarco antes consigo ir sentado, o que melhora um pouco meu mal-humor matinal.

Vejo por mais ou menos uma hora a cidade passar frenética e agitada até chegar ao terminal Jabaquara. Com o ônibus já parado permaneci sentado e esperando as pessoas descerem, e diga-se são muitas essa hora e todas atrasadas. Continuei olhando pela janela as pessoas correndo para lá e para cá causando em meio ao caos, foi quando vi do outro lado da avenida, como em um take de filme em que se focaliza a atriz no meio da multidão, uma menina. Que conheci alguns anos atrás e tive uma queda por ela, ah...tá bom gostei dela, imaginei possibilidades, visualizei momentos, guardei situações e até já sonhei com ela, e que por caminhos diferentes perdemos o contato.

Focado na imagem dela bem no meio da rua tudo ao seu redor perdeu o interesse e se moveu mais devagar, esse segundo pareceu durar mais, talvez tenha a ver com o ponto de vista do observador e a relatividade (valeu seu Einstein), porque ela estava em movimento em relação ao chão mas parada em relação a minha visão e meu moviment... deixa quieto. Fisíca teórica à parte a cena ainda não saiu da minha mente. Ela estava levando uma mala de viagem e virou a cabeça para um dos lados antes de atravessar a rua, o que me deixou perplexo foi sua feição, tão suave e inexistente de um mal-humor matinal tão presente em mim.


Foi quando me caiu a ficha e num flash todos os barulhos e a movimentação da cidade voltaram e pensei: Porraaa!!! Preciso sair daqui!!! Levantei, olhei para o ônibus e puta que pariu estava mais lotado do que nunca, tinha gente antes da catraca ainda.
Justamente hoje sentei no primeiro assento do ônibus...
Esperei as pessoas imaginando que talvez pudéssemos combinar um dia para sair, que talvez acontecesse algo legal, até que rolava uma simpatia mútua, será que ela vai lembrar de mim? Preciso saiiir Aaaaarrrgh!!!
Depois de cinco minutos consegui e corri para as escadas, era algo em torno de sete e meia da manhã, tentei andar rápido e procurando desesperado por uma silhueta levando uma mala com rodinhas e com os cabelos até as costas, usei inclusive minha visão periférica.

Não achei ainda mas ela está aqui!! Talvez eu consiga alcançá-la na plataforma, continuei quase correndo, desci, já peguei meu cartão, vi de longe a direção de onde chegaria o próximo metrô e pensei: É agora! São duas plataformas, a possibilidade é de 50%, a placa aponta para a esquerda e o único inútil que vai na direção contrária para pegar mais vazio sou eu, para esquerda então!!! Apressado passei meu cartão e puta que pariu², tinha acabado meu crédito, não vi que acabou e não carreguei. Voltei sem ligar para os outros... todo mundo em São Paulo fica bastante contente quando isso acontece com a pessoa que está à sua frente. Carregar o cartão demoraria, saí correndo para comprar um bilhete.

Desci apressado olhei para os dois lados e não a vi, não pude ver por toda a extensão a plataforma e de novo escolhi um lado, fui passando pelos aglomerados de pessoas esperando o metrô, e a cada grupo que eu passava diminuia mais a minha esperança.

Não encontrei, já no metrô de pé e encostado no último vagão fui confabulando; talvez não fosse para ser... passa um metrô a cada um minuto e pouco, que eficiência merda... depois de tanto tempo ela ainda estava tão bonitinha. Aí lembrei! Ela estava com uma mala de viagem! Talvez ela esteja indo para a mesma estação que eu!
Minhas esperanças voltaram mas de uma maneira bem menor, eu já estava amassado com um moleque de mochila nas minhas costas e fui fazendo contas do tipo; São Paulo e 20.000.000 de pessoas... como vou conseguir achar só uma. Nesse meio tempo pensei em uma desculpa para andar entre os guichês de passagens rodoviárias e cheguei na Barra Funda.

Andei, andei, andei e nada, hoje não estava tão movimentado então pude ver bem a estação, atravessei São Paulo atrás dessa menina mas acho que ela já havia partido.
Isso me deixou desanimado, fui tomar meu pingado e fumar um cigarro antes da aula, em um último pensamento ainda atentei contra a minha pessoa com um comentário sarcástico: Pô se ela passar aqui na janela do ônibus você ainda pode dar um tchauzinho. Uma tragada depois lembrei, não é nem por essa rua que saem os ônibus do terminal, puta que pariu³.

8 de setembro de 2009

Aspirante à Artista

Na real meu, e em palavras bem diretas: Não sei o que estou fazendo tentando virar um.

Não consigo lembrar se já escrevi aqui mas hoje sou estudante de artes visuais. Isso já escrevi, trabalhei alguns anos em fábricas, sou por essência um Dekassegui, nesses anos todos vivendo a rotina dentro de fábricas a gente pensa muita coisa e passam muitas outras pela cabeça. Essa rotina é algo que consegue trasformar as pessoas, corrijo! Pelo contrário, as pessoas mudam por causa dela. No dia à dia em que todos eles são iguais se você não mudar, tudo o que você é obrigado a fazer começa a te consumir, quando você sabe que daqui um, dois, cinco anos tudo o que você detesta fazer hoje ainda vão continuar a fazer parte da sua vida você reflete, é aí que as pessoas mudam, foi o meu caso.

Claro que ninguém faz o que detesta à toa e sem motivos, algumas coisas da vida que você começa a carregar são pesadas demais e outras em uma hora que você ainda não aguenta. Mas isso também é ficar chorando leite derramado, é assim que funciona não?

Tem alguns momentos, e sei que todos passam, que a gente consegue ver a nossa vidinha de um outro ponto de vista, quase como que se estivéssemos de fora. A gente percebe quanto o mundo é gigantesco e se acha idiota por se restringir a um meio tão pequeno.
No meu caminho foram poucas às vezes em que isso aconteceu, vou colocar algumas aqui; quando apaixonado, eu e uma namorada vimos a cidade de Nagoya quase inteira lá das torres da estação; quando estou na fila da rodoviária para comprar uma passagem e vejo quantas cidades existem e não conheço; quando bêbado quase caí de um prédio de uns cinco andares depois de um show; quando em conexão sobrevoei aguns lugares e vi formações de gelo, savanas africanas, luzes de Honk Kong. Parecia programa da Discovery.

Alguns desses momentos somados a um futuro sem lá muitas pespectivas me mudaram. Preciso estudar então...mas o quê!? Puts engenharia não, biologia não, fisíca não. O que sempre me deixou contente foi desenhar, ler quadrinhos, porra meu eu devia fazer artes!

Picasso! Renoir! Van Gogh! Olha como eles são famosos e passaram a vida fazendo o que gostavam, também quero isso para a minha, não pela fama mas quero viver o resto dos meus dias fazendo o que gosto também, por que não? Se eu não tentar vou chegar um dia com todo meu passado nas costas e ficar me arrependendo do que não fiz... quero ser artista também mano!

E é aí que a coisa pega! Arte? WTF! Comecei a estudar artes tem uns anos e sempre me deixa mais dúvidas do que me dá respostas. Por que desenho isso? Qual é o contexto? Arte Contemporânea? É esse o suporte que eu devia usar? Duchamp? Que mídia? E o discurso? Cá entre nós...e eu lá tenho um discurso?

...O pessoal desse meio parece os das fábricas que eu tentava me distanciar,
como sou ignorante nunca li Nietzsche, puta merda eu também sou egocêntrico e arrogante, eu e minha família precisamos de dinheiro, que vida a desse Modigliani gosto dele, o Van Gogh não foi tão feliz assim...

Só com esse minímo de pensamentos já levantam mais questões: Artista? É isso mesmo? Você vai a passar a vida inteira tentando se superar e buscando produzir algo melhor, coisa que talvez nunca venha a acontecer porque ao terminar um trabalho você sempre sabe que pode e pior! Por auto-crítica você precisa fazer melhor. Ou talvez devesse largar mão desse ciclo e abrir um bar? Que resolveria na hora mas com o passar de tempo ia te consumir desde o mais profundo da sua alma por você ter sido um puta cusão e ter desistido, arregado na única coisa que por mais frustrantes que sejam os resultados você se sente bem fazendo.

Esse último parágrafo é em resposta ao primeiro; de vez em quando, com um ou outro trabalho e com uma ou outra pessoa você consegue estabelecer um contato, mesmo sendo raros esses momentos você consegue transmitir idéias para pessoas que talvez sentem igual ou se indentificam com que está falando. E por pouco tempo você consegue ser intelígivel em uma linguagem que você tanto gosta. É... acho que é por isso.


10 de agosto de 2009

Lei Anti-Fumo


Tem uma frase que ouvi por aí na rua que define bem a minha situação agora, a frase é mais ou menos assim:

"Se Fodi..."

15 de junho de 2009

AMIGOS



obs. O vídeo não tem uma boa qualidade de som mais o que vale é a letra!


Vão se passando os anos e você intende quem realmente é os seus verdadeiros amigos, pelo fato deles estarem do seu lado no alto ou no baixo, mesmo muitas veses entando longe ou perto...posso não expressar tudu aquilo que sinto, porque esse é meu jeito...mais a confiança em alguns já são grande. Aí via uma musica que um poco sobre...

Flicts - Amigos
Uma pergunta, uma questão
O que é que você traz em seu coração?
Quem é que está logo atrás de você
Quando o desespero vem em sua direção?
Quem é quem senta do outro lado da mesa
Enchendo a lata, acompanhado você?
Quando o cansaço te golpeia na cara
Quem são os caras que estão lá pra te erguer?
Quem são os caras que também mostram a cara
Quando o tapa era só pra você?
Quem são os caras que seguram sua barra
Sem querer saber o que vai acontecer?
Quem é que senta do outro lado da mesa
Enchendo a lata, acompanhado você?
Quando o cansaço te golpeia na cara
Quem são os caras que estão lá pra te erguer?
Amigos, amigos, amigos!
Amigos, amigos, amigos!

7 de junho de 2009

Top 5 - Cervejas do Japão


Esse é o tipo de assunto que sai controvérsias, igual discutir religião e futebol. Independente do gosto de cada um, depois do dia inteiro trabalhando com três horas extras por dia a melhor coisa era chegar em casa ligar o som e abrir uma latinha bem gelada.

Eu tinha todo um ritual para beber minha cerveja, eu sentava, escolhia as músicas ouvia o "Tsssss" da latinha abrindo e dava o primeiro gole, que era um alívio. Aí sim eu começava a pensar em fazer alguma outra coisa.
As únicas que até hoje não bebo direito são as que tem rótulos verdes, não me agradam visualmente e descem meio quadradas (nada a ver né?).

Lista:

5 - Asahi Super Dry - Essa era e acho que continua sendo a mais cara de todas, era boa mas eu achava que tinha muito gás (?), não consigo explicar direito, tirando isso era no ponto que eu gostava e não era tão fraca como as outras.



4 - Kirin Ichiban - Essa também era boa mas ficava sempre como uma segunda opção. Eu comprava quando tinha dinheiro no bolso e já tinha terminado a minha favorita.
Trabalhei por um ano em uma pizzaria e essa era a preferida do meu chefe, e quando acabava o serviço tomávamos umas latinhas juntos.



3 - Kirin (?) - Eu não consigo lembrar o nome dessa cerveja agora. Nós falávamos: Ow pega um 6 pack daquela cinza mais barata! Coloquei aqui em terceiro porquê era a melhor custo benefício.
Eu sempre fui um cara sem grana e essa cerveja tomei muito por aqueles lados. Bom e barato!


2 - Asahi Orion Beer - Essa aqui é de Okinawa e talvez por média seja uma das que mais tomei, passei duas semanas por lá, claro que o ambiente também fez muita diferença, era tudo festa! Pela primeira vez conheci o lugar de onde meus avós vieram.
Acho que nessas duas semanas eu e meu irmão aumentamos a venda de Orion Beer na região que ficamos.


1 - Kirin Lager Beer - Agora sim! Essa com certeza aumentamos o consumo na nossa cidade, a Lager Beer era a sagrada! Encorpada e descia redonda...Eu junto com os caras de Toyohashi bebemos tanto dessa que a Kirin devia nos dar algum prêmio.
Um brinde aqui então! Que se eu pudesse gostaria de estar brindando com meu pai, meu irmão e Z53D! Saúde amigos!

6 de junho de 2009

Yoshinoya

Se fosse alguns anos atrás eu iria pegar minha bicicleta com cestinha e sininho (claro que é de macho!) e iria sair pedalando pela cidade, indo na direção de um Yoshinoya mais próximo.
Agora do nada me bateu uma vontade de comer um gyudon, que
é um prato com arroz com carne por cima servido em uma tigela.
Não consigo diferenciar o modo que é feito essa carne, se é cozida ou ensopada, sou desprovido de habilidades culinárias. Talvez por essa falta de habilidades eu esteja com desejos e com tanta vontade de ir lá, pena que agora estou muito longe.

Esse é um bom lugar para comer, qualquer hora caía bem, de manhã depois das festas em Nagoya ou de noite, quando você não tem certeza do que cozinhar; no meu caso eu não tinha lá muitas opções e que vergonha...até hoje meu cardápio é extremamente restrito, só consigo fritar coisas.
Como ficou bem claro não sou a pessoa mais qualificada para avaliar um restaurante mas como eu gostava de ir lá!
Era gostoso e o melhor: era barato. Hoje talvez eu até pedisse um ovo cru para jogar em cima, junto com o shogá e a pimenta em pó.

Um dia ainda vou aprender a fazer gyudon, depois vou virar cozinheiro e abrir um Yoshinoya em São Paulo! Só preciso adquirir habilidades culinárias, aprender a cozinhar, melhorar meu gosto para comidas, refinar meu paladar e ter dinheiro suficiente para comprar a franquia.

Puts, será que eles mandam por Sedex?


*primeira imagem tirada do www.daylife.com


1 de junho de 2009

Top 5 - "Amazing Graces"

Eu ia começar a escrever um texto agora, mas como todas as outras pessoas do mundo, fiquei com preguiça e comecei a mexer no Youtube.
Eu estava ouvindo Amazing Grace e vi que um monte de gente tem sua versão, então como todas as outas pessoas do mundo comecei a fazer coisas inúteis na internet.

Essa música foi escrita por um cara que chamava John Newton, e a história toda está aqui.

5 - Natsukawa Rimi & Misako Koja


Com o comecinho em utinaguchi e tudo...falando nisso preciso aprender a língua, só peço a Natsukawa Rimi em casamento se for utinaguchi, talvez eu não entenda uma palavra se ela se der ao trabalho de responder, mas vou entender os xingamentos e o não.

4 - Elvis Presley


Eu tentei achar o vídeo com ele cantando ao vivo mas não consegui. Tirando as fotos 3x4 do Elvis gatão tem umas fotos legais, em épocas diferentes. Gosto dele depois de ter ficado um pouco mais velho, e ele está aqui porquê a primeira vez que ouvi Amazing Grace foi com ele cantando.

3 - Flatfoot 56


Eu ouvi essa banda com um primo meu e somos Agropunks! Essa versão é boa mas prefiro a de estúdio. A banda tem bastante coisas boas.

2 - Scrum


Procurando as coisas por aí achei isso, não conheço a banda ainda, mas essa versão está foda. O vocal é canta pra caralio.

1 - Dropkick Murphys


Essa é a melhor! E estão aqui porquê me lembram boas épocas e subi no palco deles.

24 de maio de 2009

Talvez



Meu caro amigo me convidou para escrever, mas não me deu o manual de como isso funciona.


Como muitas das coisas em nossas vidas elas seguem de algum jeito, talvez uma conversa com amigos, o ócio ou um filme alternativo.

Queria poder saber viver, não sei se vivo ou se queria mesmo.Muitas vezes ela apenas acontece,talvez por não esperar nada.

Não sou livre.Não sei se serei,talvez pelo silêncio escondido no medo de mudar.
O silêncio inquieto que traz o silêncio que não deveria silenciar.

Um mundo rico em sensações, personalidade e momentos espontâneos umedecidos de simplicidade e restrito aos sonhos, anseios e dignidade.

Sentido egoistamente na privação e abandonado precocemente na doação.

Talvez a liberdade não seja uma condição mas uma grandeza verdadeira que fala por si só.

Estou com sono,meus pés estão frios.Acho que sempre estiveram.

Meus cumprimentos.


Cebola.

Top 5 - Bandas Que Conheci Chegando no Japão

Lista de 5, comecei a fazer listas depois de assistir o Alta Fidelidade anos atrás, claro que foi sempre uma coisa mental, que pensava na hora e que não consigo lembrar de nenhuma agora que já fiz, mas vou começar a anotar aqui.
Essa lista agora não são as melhores bandas que conheci no Japão, mas as melhores em um primeiro momento, logo depois do baque de chegar em terras desconhecidas e que me fazem lembrar dessa época. São as bandas que conheci quando eu ia sozinho para a loja de cd's quando tinha algum trocado no bolso e que foram caminho para outras.

Nesse tempo eu não conhecia ninguém para sair nos fins de semanas e o meu maior prazer nesses anos era entrar na loja de cd's. Tinha uma que chamava Wave perto de casa, toda sexta ou sábado de noite eu estava lá e passava umas duas, três horas ouvindo coisas novas e comprando singles e cd´s.
Comprei um monte de porcaria também, mas sabe como é né...


5 - Mr. Children



Eles eu conheci na televisão assistindo programas top 10 da semana, eu nem sou lá tão fan da banda em si, mas essa música me lembra muito desse ano, 98.

4 - the brilliant green


Ela foi a primeira vocal feminina que vi lá e gostei, achei ela bonitinha, gostei do jeito dela, ah... tá bom vai!... gostei mais dela do que da banda mesmo. O nome dela é Tomoko Kawase, acho ela charmosa e eu casava com ela.

3 - Dragon Ash


Deles eu comprei o Mustang! e o Buzz Songs, depois do serviço eu colocava o cd e ficava lendo o encarte. Essa música acima eles lançaram um pouco depois dessa época mas gosto dela, me faz lembrar as poucas horas depois do serviço.

2 - Hi-Standard


Eles foram a banda que mais gostei nessa época, lembro que eu ouvi o Angry Fist em um aparelho com fone que a loja disponibilizava, esse ouvi e comprei na mesma hora.Por causa deles conheci mais bandas da Pizza of Death Records. Depois fiquei sabendo que o Ken Yokoyama fez uns lances solos mas aí já não acompanhava com o mesmo fervor de quando ouvi a banda no começo.

1 - Kemuri


De todas as bandas que coloquei aqui o Kemuri é a melhor e a que sempre ouço até hoje, ouvi também o 77 Days em uma máquina e comprei, talvez tenha sido meu primeiro contato com um ska mais rápido. Esse cd eu li e reli o encarte e cantei junto com eles muitos dias.
Era a melhor coisa de se ouvir naquelas terças ou quartas-feiras geladas do Nihon depois de chegar do serviço cansado, fazia minha noite feliz.

20 de maio de 2009

Balcão do Zé



-Por favor seu Zé:

-Me vê uma gelada e um lugar mais sossegado que não seja tão apertado e que as pessoas não precisem andar desconfiadas na rua, um lugar mais espaçoso, que ninguém fique te julgando e que você não precise andar com escudos para se proteger.
Que eu não precise me preocupar com erro dos outros e resolver os problemas que não sejam os meus.

-Me vê também um maço de cigarros e um lugar com música boa tocando, com algumas flores coloridas e que no final da tarde eu possar ir para a praia ficar deitado na areia.
Um lugar que as pessoas não precisem disputar espaço a cada hora do dia ou ter que provar nada à ninguém.

Que de dia eu possa viver tranquilo; e que de noite seja iluminado com várias e pequenas lâmpadas amarelas, que eu possa sentar na mesinha do lado de fora de casa para olhar as estrelas no céu e que quando eu colocar a cabeça no travesseiro eu esteja feliz e ansioso esperando o dia seguinte.

-Ah entendo, vê só a cerveja e o cigarro mesmo...

6 de maio de 2009

Saudades Dona Maria



Semana passada minha avó faleceu.
Não vou fazer disso uma despedida, porque não convém e não cabe tudo o que nós passamos juntos, estive todos esses dias tentando mentalizar que o que interessa foram os momentos que aproveitamos juntos, em vida; e que esse é o caminho de todos nós no final.
Também não quero que sejam palavras tristes, porque também não foi assim que convivemos,
mesmo ouvindo muitos conselhos e tentando enfiar palavras racionais na cabeça, é díficil quando uma pessoa tão próxima deixa de conviver com a gente. Comecei a ouvir umas músicas agora e merda; estou rindo lembrando de todas as coisas e chorando ao mesmo tempo, agora veio o baque.

O que passa pela minha cabeça agora foi a vez que ela saiu correndo atrás de mim porque queria fazer a barra da minha calça e eu não deixava,
ela detestava que eu não andasse arrumado. Eu já estava com uns dezessete anos, mesmo assim ela saiu correndo atrás de mim tentando arrancar minha calça até eu conseguir chegar de um lado da mesa, olhamos um para a cara do outro e começamos a rir.

Que toda vez que vinha visita ela mandava eu colocar o dvd com as menininhas dançando Odori de Okinawa ou o dvd da Natsukawa Rimi. Toda vez que vinha visita ela fazia questão que todos comessem lá e mesmo estando tudo ótimo ela falava: "Não tem nada de gostoso...". Essa era a coisa que mais deixava ela contente, que todos estivessem comendo juntos na casa dela.
Que Toda vez que eu levava uma menina em casa ela perguntava se era minha "namoradinha", eu respodia perguntando: E essa Dona Maria? Tá aprovada? Ela repondia: Ih! Isso é você quem sabe... E saía andando ligeira para não entrarmos no assunto, ela detestava entrar nesses assuntos de namoradinhas e relacionamentos.

Ela gostava de ir para a feira aos domingos, mas pesquisar todos os preços com minhas tias antes de fazer a compra e depois da feira era sagrado voltar para um café e discutir de novo todos os preços da feira. Ela tinha suas flores e gostava de assistir filmes comigo comendo pipoca, mas os que tinham algum ator ou atriz oriental, aluguei todos os filmes na locadora que tinham alguma japinha na capa.

Que todas as pizzas de sextas-feiras eu perguntava qual ela queria, a Dona Maria sempre respodia: Ah! qualquer uma, mas todas que eu trouxe ela não gostava e me xingava.
Ela também xingava todos os nossos cachorros, preciso reconhecer que nenhum foi quietinho e claro que esse xingar era de uma forma carinhosa, ela estava sempre agradando ou correndo atrás deles com uma vassoura, era o jeito dela de gostar. Eee Dona Maria...

Eu gostava quando íamos para algum lugar de carro. Ficar no meio de três senhoras de Okinawa não é lá a coisa mais fácil do mundo, vem tiros de todos os lados, como eu dava risadas.... Ela foi a nossa segunda mãe, sempre moramos com ela, quando eu tinha sete anos e meu irmão quatro, ela e meu avô cuidaram de nós sozinhos por algum tempo. Eu e meu irmão jogávamos bola até ficarmos cinzas por causa da sujeira e ela lavou por muito tempo nossa roupa, sempre fez nossa comida, até pouco tempo estava fazendo goyá com ovo e o seu frango cozido que comiámos com farinha quando moleques.

Grande parte do porquê sabermos de onde viemos e o repeito que temos por Okinawa é por causa da Vó, as músicas que ela mais gostava eram Hana, Tinsagu no Hana e Asadoya Yunta (música acima). Sempre que eu estava ouvindo no computador essas músicas ela chegava, ficava ouvindo e me perguntava como eu "tinha" as músicas, coisa que apesar das tentativas nunca consegui explicar para ela essa tal de internet.
Graças principalmente ao meu irmão meus avós foram para Okinawa há alguns anos; ela antes de ir, mandou anotar o nome dessas músicas e foi para Okinawa com esse papelzinho para conseguir as "fitas". Ela gostava de ouvir as músicas com as letras em mãos para acompanhar e cantar baixinho.

Sabe...como falei no começo não são palavras de despedida, são algumas palavras de agradecimento e muitas saudades...
Muito obrigado Dona Maria, não cabe aqui o quanto ainda precisaria agradecer, e se tem um céu sei que a senhora está em um de Okinawa com uma festa, um pedaço de terra cheia de flores pra cuidar e com um sanshin tocando bem alto...

6 de abril de 2009

São Paulo (Detalhes) em Cores Primárias


Sé:
Centro:
(Esqueci):


Centro:Luz:São Mateus:


Treme-Treme:
Centro:Memorial da América Latina:

31 de março de 2009

Dekassegui Underground


Sou um dekassegui!
Essa foi a experiência da minha vida; mudou todos os meus conceitos e pontos de vista. Passei ao todo sete anos no Japão, fui em
98 com quinze anos e praticamente (voltei uma vez por pouco tempo) passei lá a maior parte minha adolescência. Lá eu virei "hominho" como disseram minhas tias depois de tanto tempo sem me ver.

Não vou entrar aqui em análises políticas e sócio-econômicas do Brasil na época, motivos que levaram ou definições do que é a imigração brasileira no Japão, que começou mais ou menos no final dos anos 80. Mas antes preciso definir algumas coisas; no começo dos anos 90 aumentou muito o número de pessoas chegando por lá, não parando de crescer até pouco tempo. (crise financeira...bom, todos sabem).

No começo grande parte eram de jovens casais e famílias c
om filhos pequenos tentando fazer a vida, mas que sempre tiveram como intuito retornar ao Brasil. Com o tempo isso foi gradativamente se modificando, pensamentos foram mudando, idéias surgindo, contatos com a cultura japonesa acontecendo e pessoas se acostumando.
Nesse meio tempo chegaram mais jovens e as crianças cresceram! O que mais tarde em conversas regadas à cerveja com meus tios - Ah! saudosas
conversas - chamávamos de uma "segunda geração" de dekasseguis, com intenções e pensamentos diferentes do pessoal no começo. É aí que me enquadro.

Já é dificil ser adolescente, foi pior ainda morando em
outro país que você ainda não entende a cultura e está fora do contexto. Eu me sentia perdido - Aqui no Brasil eu era o "Japinha", o "China" (vai entender...e meu irmão menor era o Chininha!), chegando no Japão eu era o "Burajiru -jin * " o "Gaijin ** ". Eu era..., aliás eu não era! Era? O quê eu era?
Que conflito existencial para um moleque.

Em meio a máquinas, prensas e soldas; apesar do trabalho em fábricas me consumir a maior parte do tempo, foram os anos que mais me ensinaram, e o que com certeza fez toda a diferença foram as minhas amizades. Eu me sentia meio excluído da sociedade japonesa principalmente por não falar a lingua, mas também da comunidade brasileira! Mesmo morando em uma c
idade, que estava entre as primeiras em concentração de habitantes brasileiros; Toyohashi Rock City. Bom voltando ao assunto, digo-lhes o porque de não me identificar tanto com os outros brasileiros:

Por favor que não me interpretem mal os outros dekasseguis, mas nas fábricas o pessoal só comentava sobre dinheiro, e esse lance de discoteca sábado, modinhas e tunar carro como no Velozes e Furiosos nem era a minha. Eu até tentei interagir;
eu queria bagunçar, conhecer meninas, mas como eu iria fazer nas discos? Eu nem sei dançar, detestavas as músicas, eu sou do Rock and Roll meu!

Depois de alguns anos as coisas começaram a mudar. Tudo aconteceu ao redor do Skate e do Rock and Roll, duas coisas que serviram como meio de a
proximação entre eu e meus amigos. Depois de nos conhecermos, foi como fazer parte de alguma coisa maior, tinhamos idéias parecidas, gostos parecidos e o fato em comum que todos éramos moleques meio perdidos no meio e que não nos encaixavámos direito onde estávamos.

Por causa deles conheci mais lugares que alguns japoneses que trabalharam comigo, vi shows que eu nunca poderia ter visto aqui no Brasil e mesmo
trabalhando em fábricas, normalmente das 8 às 20 Hrs, aconteceu o contrário com a mente, ao invés de se fechar ela abriu.
Tem gente que acha seu caminho em igrejas e no time de futebol. Eu achei o meu com um monte de bêbados, skatistas e punk rockers.

Um bêbado aqui, skatistas ali (ae Junichi e Tico!), A banda (Douglas, Edu e André!),
a única menina (Regina!), um peludo vindo do nada (ae Neguinho!), um orelhudo das montanhas (brincadeira Gnomo!). Muito mais pessoas se juntaram (lembranças a todas!) e com gostos diferentes ou não, sempre tivemos pontos em comum; éramos como exploradores de novas terras, éramos adolescentes bagunçando, éramos anti-sociais fazendo amigos, éramos juntos o que não conseguiamos ser separados.
Fica então aqui um saudoso abraço para todos que fizeram parte disso:
 

Z53D - Boemia Rock Clube - Mundrungos Skateboard - Barking Spider - Feel No Pain - Broken Hope - Drink Beer for a Better Life - As Purpurinadas - Bash Rock Party - Brazil Drink's (Bartoré) - Miyuki Koen Skatepark - Matsuba Koen - Pistinha de Nagoya - 7 de Stembro F.C.

* Brasileiro ** Estrangeiro - Foto do texto se não me engano tirada pelo Baioneis.
Perdão se esqueci de alguém, umas das trilhas sonoras dessa época:




29 de março de 2009

30 Metros Feliz




Voltando para casa semana passada vi uma coisa que me fez ficar sorrindo por alguns minutos.
Sempre achei São Paulo uma cidade bem àspera, densa - não em um sentido ruim. Tudo o que faço na cidade é muito intenso, pegando o ônibus ou parando em algum boteco não é como se eu estivesse aqui no ABC. Nasci em São Paulo para onde vou todos os dias mas sou morador de São Bernardo do Campo, terra do frango com polenta!

Era sexta-feira a tarde (também conhecida como detardezinha, atardinha dependendo do lugar) quando as pessoas estão saindo do serviço. São Paulo fica agitada com ruas paradas essa hora, os carros nem vem nem vão mas os motorista não estão lá tão emburrados como todos os outros dias, xingamentos e braços com gestos nem tão educados continuam a aparecer pelos vidros dos carros, acabar com isso seria exigir demais dos motoristas mas não são tão frequentes como nas segundas-feiras.
O sol bate de lado na cidade, os prédios e as pessoas ficam iluminados de uma forma bonita essa hora, a cidade já não é mais tão cinza e suja, tudo fica um pouco mais suave e leve. Pessoas andando em grupos carregam suas bolsas e mochilas contando histórias engraçadas e rindo, na verdade não sei se são mesmo engraçadas. Mas o importante é que pessoal está de bom humor! E provavelmente indo fazer a Happy Hour em algum barzinho.

Estávamos voltando de carro, peguei carona com minha prima. Quando começamos a subir o Minhocão, eu estava olhando as pessoas pela janela do passageiro que deixo totalmente aberta (não gosto de andar de carro com as janelas fechadas) e uma moça me chamou a atenção, não só a minha aliás.
Ela devia ter seus vinte anos mais ou menos, tinha os cabelos lisos e castanhos que batiam dois palmos acima da cintura - usava uma blusinha amarela e uma saia longa que ia até os pés, toda florida! Um florido elegante, nada tão despojado hippie, nada tão cortina nos anos 80. Era uma moça bonita, mas nem tanto, não era do tipo que vai sendo acompanhada por buzinas onde passa.

A moça estava com seu ipod e o que chamou a nossa atenção (minha e do pessoal na rua) é que ela ia andando e dançando, não eram passos dançantes em ritmos extravagantes, nada de bondes de qualquer coisa ou bandas de metal satanistas. Eram simples e singelos, a cada passo ela se movia para um lado depois para o outro, com as mãos ajudando a seguir o ritmo.
Minha chance de acertar a música é a mesma de eu ser convidado para posar nú, mas me pareceu algo bem leve com vocal feminino, meio Mallu Magalhães, Go Sailor! ou Hello Saferide (video acima, que conheci mostrado pela página do meu amigo Jeff). O que eu não daria para saber o que ela estava ouvindo...

Por trinta metros acompanhei o andar da menina dançarina e não consegui desgrudar os olhos, fiquei encantado com sua graça e despreocupação com o resto do mundo, a mocinha não conseguia conter o que estava dentro dela, o que à diferenciava no meio das ruas cinzas cor de chumbo.
Sem saber compartilhou um pouco comigo, também não parei de sorrir enquanto olhava.

Por alguns segundos observei atencioso até começarmos subir o viaduto. Conseguir ver até ela passar na frente de um bar - a boêmia mexeu com ela de uma forma bem humorada, chegaram até imitar seu andar - ela percebeu, deu um sorriso e continuou andando da mesma forma, olhava para baixo tentando conter seus sorrisos mas era em vão, ela não conseguia esconder que estava feliz.


23 de março de 2009

Amor Platônico


"...No século XXI, há uma doença que não ousa dizer o seu nome: a solidão. Hoje a solidão é sinônimo de revés amoroso, que por sua vez se tornou um estigma de insucesso - atualmente fracassar no amor é como estar desempregado. À noite, o solitário à uma mesa de restaurante é um sem-abrigo, um intocável hindu, numa espécie de pelourinho. Perdoa-se tudo nessa sociedade permissiva, menos aquele que não é amado...." (Trecho do livro; O Suicida Feliz - Paulo Nogueira)

Estou terminando de ler esse livro, o autor é português, não conheço nada sobre ele. Foi aquela compra de livro em que você vê a capa, lê o prefácio e pensa: Pots minha cara! Vou levar. Eu sou uma pessoa consumista mas não com coisas que acho que são as básicas do meio; roupas e carros por exemplo. O que mais deixa meu apetite material saciado é comprar quadrinho, uma graphic novel, Neil Gaiman! Passo duas semanas feliz com isso.

Em uma passagem do livro um personagem comenta que com a leitura a pessoa está sempre acompanhada, bem ou mal, discussões à parte, mas está. Me identifiquei com isso, posso me considerar uma pessoa solitária, quando criança sempre fui aquela que ficava no seu canto desenhando, se eu tivesse papel e lápis de cor já bastava. Não vou procurar o termo solidão no dicionário e trascrever aqui porque iria cair em um clichê (que xarope! Por isso é solitário!).

Como alguns hábitos não mudam, a solidão também transcendeu para a adolescência, é penoso ser um adolescente solitário. Quantas vezes você cai em situações extremamente desconfotáveis por não ser uma pessoa lá das mais sociáveis. Ou pior! Você não cai em situações! Como conseguir um selinho da patricinha Carol, por ser solitário e não ser popular. Quando se é adolescente você acha que precisa disso, e imagina momentos bregamente românticos, acho que brotado na minha adolescência vem essa tendência ao amor platônico.

Agora sim! Amor Platônico! Vem dos ideais de amor concebidos por Platão, um amor puro desprovido de paixões que são cegas, efêmeras, materiais e falsas (definição inteira Wikipédia) que eu sempre tive como um amor inalcançável e impossível. (puts! Colocou a definição, que clichê!). Talvez não haja pesquisas do tipo, mas tenho as suspeitas que para um adolescente introspectivo isso causa mal para a vida toda.

Se fosse um produto deveria vir com avisos como os cigarros:
- Amor Platônico causa gagueira.
- Amor Platônico causa suor de mãos.
- Amor Platônico causa aceleramento cardíaco.
- Amor Platônico causa espinhas na cara. O que fazer quando você quando você já se tornou adulto, teoricamente é dono do seu próprio nariz, paga contas e contribui com o governo. Não deixou de ser solitário nem introspectivo mas conseguiu até algumas habilidades sociais, forçado! Na marra! E tirando as espinhas começa a sentir alguns sintomas do mesmo amor platônico de quando era adolescente?

Bom, né?

4 de março de 2009

No Metrô


Preciso usar o metrô todos o dias, quanto a isso é uma coisa boa, acho que é o melhor transporte de São Paulo, passam vários a todo instante e são rápidos. Atravesso a cidade toda, vou da Zona Sul à Zona Norte em menos de uma hora.

Mas tenho um problema com o metrô, aquela área bem na frente da porta.
Em cima, grudado no teto, tem aquele segurador de metal (é assim que se chama? Aquele pequeno no carro chama puta que pariu) que é circular, quando estou segurando ali tudo bem, tranquilo.

O problema é quando o vagão está lotado e estou em uma pequena área entre as pessoas que estão segurando o metal, que estão na minha direita, na esquerda e atrás encostadas na porta, como segue o exemplo tosco:


Eu não sou uma pessoa tão alta, não consigo alcançar o metal com o executivo gigante com cara de poucos amigos na minha frente. E não me sinto a vontade de me apoiar no ferro do lado com o senhor pescando de sono, e se ele acordar com a minha cara bem na frente da dele?

Ou colocar uma mão na parede, e ficar bem de frente com menina ouvindo ipod, aí eu ficaria com uma pose meio James Dean com a mocinha encostada na parede, como eu iria olhar para cima? Fico extremamente sem graça de encarar as pessoas e quanto mais perto, mais sem graça eu fico, preciso ficar olhando para baixo.
É ruim quando uma moça está muito perto porque percebo olhares do tipo: Que que tá olhando meu peito ae? E não estou! Mas como vou explicar que sou estranho e que não gosto de ficar encarando as pessoas bem no meio do metrô lotado.
E ainda tem o cara de boné e mochila usando óculos escuro de noite, atrás no meu cangote e tudo isso sem eu ter um apoio para me equilibrar.

Agora quando metrô balança não sei se caio para o lado do tiozinho que saiu cansado do serviço, para frente no lado do executivo mau ou para o lado da menina dos peitos correndo o risco de levar um tapão.

A outra possibilidade acho que não está cogitação.

* Foto do texto eu tirei na estação Sé
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1 de março de 2009

Dreams - Akira Kurosawa


Esse é o filme visualmente mais bonito que já assisti. Ele é dividido em sonhos, passando pelo presente, passado e futuro.
O sonho que mais gostei foi com o Van Gogh (Martin Scorcese) em que o personagem viaja pelas imagens e algumas cenas são recriadas pegando como base suas pinturas.

Ele é o pintor
que mais admiro. Uma coisa que gosto de fazer é colocar o fone de ouvido e ir sozinho para o Masp para passar algumas horas.
O acervo deles tem quatro obras do Van Gogh:

O Escolar (1890)

A Arlesiana (1890)

Banco de Pedra No Jardim do Hospital Saint Paul (1889)

Passeio ao Crepúsculo (1890)
 

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