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12 de outubro de 2010

Brasil (Eu) Japão


Se me fosse concedido um poder agora eu iria escolher ser dois, ultrapassar barreiras de espaço e tempo e viver em dois lugares ao mesmo momento. Depois de tantos anos morando no Japão sempre senti falta dos meus amigos, de alguns aspectos da vida aqui e por precisão eu voltei novamente. Agora não consigo esquecer o que vivi e quem deixei no Brasil. A grama do vizinho é sempre mais verde?
Falando assim pareço criança que sempre quer o brinquedo da outra. Talvez. Mas vai um pouco mais além e creio que seja assim com os outros emigrantes. Desde que você vá para outro lugar não tem como não levar pedaços de onde você vem, de quem você é. O problema é que nos adaptamos aqui também e ficamos divididos entre dois lugares para sempre, e não tem jeito, o outro lugar será sempre melhor (pelo menos na mente). Se deve um pouco a natureza humana de nunca estar satisfeito com o que tem. Maior que isso é que por mais que esteja ruim e díficil no momento sempre vai ter aquele fiozinho de esperança que indo ou voltando será melhor.

Sempre ouço falar de pessoas que não conseguem se adaptar aqui ou depois de morar anos no Japão não conseguirem se adaptar no Brasil. Estranho né? Mas compreensível, acho que somos pessoas divididas agora e com diferenças tão grandes entre cada lugar como vamos escolher um só?
Conheço Dekasseguis que não largam o Japão por nada e na mesma intensidade alguns não largam o Brasil, como será que eles conseguem decidir? Parece tão fácil vendo de fora.

Eu gosto daqui! Gosto de videogame novo, de loja de conveniência perto, de oniguiri de atum, Sukiyá e animê. De poder deixar o carro aberto, o respeito a cultura, Okinawa, hanabi, Kurosawa, Hayao Miyasaki e que todas as bandas do mundo querem vir tocar no Japão. Mas eu também gosto de churrasco na rua com os vizinhos, de ir para o bar ver as morenas passarem na calçada, fandangos, feira e dia de final de campeonato na padaria. Gosto de chorinho em tudo que se bebe, pizza por 10,99, fanta uva e que me dêem desconto se eu encher muito o saco.

Gosto de ver as luzes em Nagoya e São Paulo de madrugada, de beber Brahma e Kirin, dos meus amigos no ABC e em Toyohashi, das xilogravuras japonesas e do modernismo brasileiro, gosto de Raul Seixas e Nagabuchi Tsuyoshi, de lámen e pastel, gosto de ver o entardecer das minhas duas cidades, gosto de ver jogo de futebol e torcer para as duas seleções. Pudera eu ser dois, gosto de morar nos dois países, preferiria que fosse em um só, mas gosto de chegar em casa e ver alguém da minha família.

4 de outubro de 2010

3 Vidas


Kodama-san gosta de pescar e precisa. Conheci ele em uma praia pouco tempo atrás, É um cara com mais ou menos seus 45 anos faz de tudo para ajudar quem está próximo, vive sozinho e sem amigos. Estávamos fazendo um churrasquinho e o chamamos para comer também. Na primeira vez ele ficou meio reservado, que não ficaria? Na segunda já estava mais a vontade, ficamos conversando sobre filmes e de como gostáriamos de ver o Resident Evil 4 (aqui Biohazard 4), ele gosta do Bruce Lee a também acha a Lucy Liu linda. Ele mora lá perto e vai todo dia a praia, todas às vezes ele faz questão de pegar um monte de mariscos e ostras e dá para nós apesar de viver uma fase difícil. Mesmo na situação em que se encontra; ele anda fazendo só bicos, sem esposa que há tempos o deixou e só casou para conseguir o visto e comendo Cup Lámen quase todos os dias para economizar, rimos juntos e ele tentou me ensinar posições de luta mas percebi que não sou um bom aluno de artes marciais.

Ishikawa-san foi um senhor que por uma época vi todo o fim de semana e a última notícia que tive dele foi que ele havia falecido. Muito tempo atrás conhecemos ele na estação, ele tinha lá pelos seus 60 anos era mendigo e vivia nas ruas. O primeiro contato foi quando estávamos bebendo uma cerveja esperando o trem e o chamamos para nos acompanhar já que ele estava sentado perto. Outro dia quando ele nos viu por lá pediu para esperar e nos trouxe cervejas, fiquei extremamente sem graça em aceitar e disse que não precisava retribuir, ele não quis nem saber e tive que aceitar já que são os costumes por aqui. Depois ele virou nosso amigo, era um senhor calmo, a traquilidade em pessoa e todo o fim de semana estávamos juntos, conversa vai e vem ele contou que tinha uma filha e uma neta que moravam com a família em Osaka, para quem não conhece é uma cidade quase na mesma proporção de Tokyo, gigante.
Nunca perguntei para ele sobre mas sempre me perguntei o porque dele morar nas ruas. Espero que ele tenha conseguido ver sua netinha antes de falecer.

Didi-kun é a típica pessoa que você pelos cantos de algum lugar. Do mesmo jeito que todos os outros Dekasseguis tem um monte de planos e sonhos e não tem certeza se pelo menos metade vão se realizar.
Por mais que tente ter fé nas pessoas sempre tem mais decepções do que alegrias com isso, mas o bicho é um cabeça dura de uma figa (de onde será que vem essa expressão?) e vai morrer acreditando nisso. É feliz com poucas e pequenas coisas, tenta conviver com a sociedade mas parece que sempre está às margens independente de onde esteja.
Não sei como mas sempre conhece pessoas semelhantes, tenta viver um dia de cada vez e fica agradecido por elas fazerem parte da sua vida mesmo que só de passagem.
Por mais que os anos passem ele continua um bastardo feliz, que bebe e gosta de fazer brindes: Um brinde a nós dois que tentamos fazer das nossas vidas felizes e uma oração para o Ishikawa-san que está em um lugar melhor.
 

28 de setembro de 2010

Hopeless Romantic


Essa é uma das poucas coisas que sigo com afinco na minha vida, celebro todas as sextas-feiras e saio. Todas são boas e na última aconteceu algo interessante.
Uma pessoa pediu para ler a minha mão. Ela disse conhecer sobre o assunto e me pediu para mostrar, na hora fiquei meio constrangido e na verdade nunca me interessei sobre ou acreditei. Sou um cara bem cético e para ser sincero como alguém pode ler os passos da sua vida baseada nas linhas marcadas na palma da sua mão?
Mas uma coisa que ela disse me deixou pensando. O ponto alto da foi quando ela falou: Você não vai casar mas vai ter muitas namoradas! Eu não vou casar!!! Yeeeei!!! Ahn...? Como assim não vou casar, por que? Isso é bom ou ruim?
Preciso analisar os prós e contras sobre casamento.

Se eu continuar solteiro vou ter ainda essa vida que gosto sem compromissos, se eu casar vou ter vários, puts... xis no contras.
Solteiro posso ver só os filmes que gosto, ser porco e não limpar nada. Casado talvez eu tenha que assistir uns filmes ruins, não poder juntar três dias de louça para lavar e catar as pirâmides de latinhas que deixo por onde passo, xis xis no contras.

Ela comentou sobre ter muitas namoradas o que na verdade é muito difícil, sempre fui devagar nessa questão mas me sinto um menino piranha agora, xis grande no contras.
Bebo junto com amigos casados, vou ter hora para voltar, para que casar? Xis xis xis no contras. Metade dos problemas que ouço dos outros são sobre dinheiro a outra metade são sobre casamento, não deve ser uma coisa lá tão boa mas talvez a idéia que eu tenha sobre casamento seja equivocada... ou não, xis no contras.

Puts lembrei de outro fato, domingo sem pretensões vi o sorriso mais charmoso que consigo me lembrar agora e ainda não esqueci. Estou ficando parecido com minha amiga Regina, acho que podemos nos definir como hopeless romantics, algumas coisas não deixamos sair da memória outras não saem da imaginação.
Merda esqueci que posso me apaixonar e nem lembrar que fiz esse balanço. Apaga todos os xis do contras, um xis no prós.

27 de setembro de 2010

Minha Velha (Nova) Cidade


Sabe aqueles dias que não temos nada para fazer? Resolvi sair sozinho para tomar um ar no parque.

Parado vi o seu João acompanhado da nora grávida vindo e cumprimentei: E aí seu João! Ele é um senhor que gosta de conversar, fazendo uma comparação ele gosta tanto de conversar quanto eu gosto de cerveja. Ele é aquele tipo de senhor que vai para a feira às dez da manhã e só chega com a salada e a coca-cola do almoço às duas da tarde, gente boa, conhece e conversa com todo mundo. O seu João disse que estava indo pegar um berço que havia ganho mas lá no quinto andar. Achei pesado e falei que iria subir para ajudar.

Chegando lá pedi licença e levei um susto quando ouvi um gritão: Renaaatoooo!!! Quem havia dado o berço foi uma pessoa que tinha trabalhado comigo há oito anos atrás! Que mundo pequeno! Ela era a pessoa que depois do almoço quando todos estavam mais cansados, era só dar uma olhada e dar risadas. Ela está entre no meu top 5 de pessoas que falam mais palavrões por frases faladas. Foi bom ver que ela continua xingando tudo e que está tão bem.

Desci e continuei o caminho para o parque quando vi uma senhorinha japonesa vindo com as compras, conheço ela de algum lugar pensei, ela me viu e parou. Lembrei! Era minha vizinha de outro lugar. Ela disse que agora eu estava com cara de homem, sem outro sentido vai... a última vez que a vi eu era adolescente. Ela sempre foi uma senhora que morou sozinha e quando que faziámos alguma comida típica davámos um pratinho para ela experimentar. Sempre fazia questão de retribuir e se tornou amiga da família, ela também gostava de desenhar, de mexer com aquarela e ficou feliz de me ver e saber das notícias do pessoal. Inclusive preciso levar outro pratinho para ela qualquer dia desses.

Finalmente cheguei no parque, lá já estavam mais dois colegas e começamos a beber juntos, conversa vai conversa vem, hoje é sabádo e ae? Fui junto comer picanha e tomar uma cerveja. Bebida e risadas. Eee vida boa... Chegando em casa outro amigo chamou para dar uma volta pela noite, revi alguns lugares que não via há mais de cinco anos.
Modéstia a parte minha velha nova cidade é linda de noite.

Sem querer me gabar tenho bons amigos depois de tanto tempo longe, tenho boas companhias na cidade que aprendi a gostar tanto e que nunca saiu da minha cabeça. Continua como sempre guardei na memória, simpática, acolhedora e amigável.
"Aqui é Toyohashi mano!" (Jeff)

22 de setembro de 2010

Tsukaretá?


Minha firma é gigante, com centenas de máquinas e funcionários daquelas que não param dia ou noite, barulho, prensas, soldas e linhas.
O galpão quase não se enxerga o fim e dependendo as máquinas chegam a uns dois metros e meio cada, não se vê paredes. Quanto ao trabalho é sempre o mesmo, não na função mas na essência, todo ser humano faz o trabalho de um robô. Homens e máquinas se fundem e tornam-se um só organismo. Um depende do outro para se chegar ao produto final e da maneira correta.

Todos precisamos nos sustentar e não falo de trabalho, mas em meio ao serviço me pergunto várias vezes por dia, será que essas pessoas também se indagam como eu? Isso aqui é vida? Percebo que deixamos mais que suor naqueles galpões, fica ali muito do aprendemos a ter orgulho em nós e do que admiramos nas outras pessoas. A fábrica é exatamente o oposto da idéia de um purgatório, enquanto em um são almas perdidas no outro são corpos sem alma, vagando sem expressão nos rostos. Independente da nacionalidade das mesmas, sejam brasileiros, japoneses, filipinos, indonesianos ou chineses.
A fábrica deixa-nos apáticos? Ou precisamos ser assim para ganhar a vida por lá?
Vejo ali dentro como não se deve tratar outras pessoas, vejo ali o quão ruim também pode ser o ponto de vista da pessoa ao seu lado. Ninguém é de ninguém, traíragem, desconfiança, maldade e egoísmo. Todos os dias na firma vejo isso de maneira aleatória e sem nacionalidade específica.

Não pode ser que esqueçamos tão fácil assim o que nossos pais nos ensinaram, o que gostamos de ver nos outros e de como gostaríamos de ser tratados. A cada dia que passa perco mais um pouco do da minha fé nas pessoas, a cada dia que passa percebo que fico mais egoísta e me distancio do que aprendi a ser.

A melhor coisa é que sempre tem alguém me mostra que estou errado! Hoje, pouco mais de onze horas trabalhadas com quase toda minha energia esvaída e ainda ofegante, paro um pouco para deixar o carrinho do repositor de peças passar mas ele também para. O repositor é filipino e me pergunta em japonês: Tsukaretá? (Está cansado?) Respondo que sim, ele dá um sorriso e diz Ganbatê! (Se esforça!). Sorrio de volta e aceno positivamente com a cabeça.

O dia inteiro ando com um pé atrás em um campo minado sozinho, um ato de cinco segundos prova que todo meu pensamento negativo e pessimista está errado e que ainda preciso ser otimista e ter fé nas pessoas. Preciso ser forte como ele, ajudar quem depende de mim e quem precisa também. Pelo trabalho e tamanho da firma nem sei se vejo ele de novo e com certeza ele não vai ler isso aqui mas...
Grato, mudaste os pensamentos ruins de uma pessoa sobre as outras. Domo Arigatô!

12 de junho de 2010

Filmes de Neve


Vocês gostam? Eu não consigo gostar. Vou tentar me expressar melhor, enquadro nesse grupo os filmes em que grande parte das cenas são passadas na neve, quando eles filmam em locações como Alasca, norte do Canadá ou montanhas com altitude bem elevada.
Para mim a principal referência de "filmes de neve" é aquele, que apesar do esforço não consigo lembrar do nome agora, em que o avião cai em uma montanha restando apenas alguns sobreviventes e eles se comem. Peço desculpas mas não vou procurar pelo nome no Google, o que eu iria digitar ali? Avião montanha pessoas se comendo, vai saber o que aparece com isso.

Acredito eu, que não gosto pela falta de diferenças entre os cenários, cores e tons, tudo é muito branco e igual para mim. Com certeza por estar muito distante do mundo em que vivo, já ouvi dizer que os esquimós possuem dezenas de palavras para a definir neve, afirmação que agora após uma rápida pesquisa li que não é bem verdade e que se trata de uma lenda. Bom, seria poético se fosse fato.
Eu até entendo que viver ou só estar em um lugar desse é uma superação para o ser humano, estão entre os lugares mais inóspitos da Terra  e são poucos os animais que conseguem habitar essas regiões, mesmo assim esses filmes não me agradam visualmente.

Sou fan de Star Wars (qual nerd não é?) mas não gosto quando eles estão no planeta Hoth em O Império Contra-Ataca, o que salva é a batalha do Império contra os Rebeldes e as máquinas AT-AT Snow Walker que tentam... Ok, muito nerd esse papo.
Se o filme é passado na neve já perde alguns pontos no meu conceito, se na sinopse tiver qualquer referência a K2, Everest ou Himalaia já não consigo assistir. Mas não tenho nada contra a neve! Eu gosto de neve! Acho bonita pessoalmente e em filmes quando é usada como elemento dramático e claro no natal! O que seria de um filme de natal sem a neve...
Não especifiquei mas as animações estão fora do "filmes de neve" essas são bonitas e coloridas como O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993).

Ano passado saiu um filme que talvez mude essa minha opnião, é o Dead Snow da Noruega com um monte de zumbis e tudo que envolve mortos-vivos é no minímo interessante. Trailer Ainda não cheguei a ver, assim que eu assistir comento aqui no blog.

Como sempre, existe uma exceção e esse é clássico; o Jamaica Abaixo de Zero (Cool Runnings, 1993). Os personagens são extremamente engraçados, falando nisso faz muito tempo que não vejo e preciso ver de novo qualquer dia desses. Gosto muito dele apesar de ser um "filme de neve".
Trailer

30 de maio de 2010

Top 10 Comédias Românticas

Na época das locadoras sempre foi um pouco embaraçoso para mim alugar filmes, eu era adolescente e nunca fui um fan de ação, suspense e thrillers policiais "coisas de macho" no geral. Normalmente eu pegava dois, um de zumbi (tem mortos-vivos...) ou um blockbuster que todos estavam comentando e uma comédia romântica.
Havia um lugar específico para as comédias românticas e não me lembro de ver muitos caras desacompanhados por ali, já me peguei disfarçando em outra seção esperando para ir escolher sozinho quando a locadora estava cheia, os caras que iam alugar pornô também faziam isso.
Depois o tempo foi passando, saindo mais e mais a cada ano e todo os sexos asstistindo, se bem que ainda não converso sobre filmes com os tiozinhos do bar, como é que eu vou falar da Meg Ryan com eles discutindo sobre o Corinthians?
A lista é mais pessoal do que baseada em atributos técnicos, coisa que nem entendo tão bem e alguns com mais ou menos comédia, romance e drama mas no final todos se encaixam no gênero.

10 - 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você (10 Things I Hate About You, 1999)
 
É passado no colegial e focado na relação entre os adolescentes rebeldes interpretados pelo Heath Ledger e a Julia Stiles, o filme também tem o Joseph Gordon-Levitt (500 Days Of Summer, 2009) ele não envelhece! Foi depois desse filme que comecei a gostar de Save Ferris e passei um tempão ouvindo Letters To Cleo, mas isso fica entre nós.

9 - Virgem aos 40 Anos (The 40 Year Old Virgin, 2005)

Esse é um dos filmes mais engraçados que já assisti, sou fan do Steve Carell, para mim o The Office é o melhor seriado de comédia desde Seinfeld. Ele consegue ser ao mesmo tempo esquisito, estranho, anormal e sensível. O melhor é a relação dele, um nerd antigo (que tem a melhor coleção de action figures de todos os filmes) com os amigos do serviço que estão tentando ajudar-lo a fazer sexo. Entre os amigos estão o Paul Rudd (I Love You Man, 2009) e o Seth Rogen (Zack And Miri Make a Porno, 2008).

8 - Amor Em Jogo (Fever Pitch, 2005)
 
A Drew Barrymore tinha que estar na lista de qualquer jeito, outros filmes com ela: (Never Been Kissed, 1999), (50 First Dates, 2004), (The Wedding Singer, 1998). Esse filme é uma refilmagem (Fever Pitch, 1997 com o Colin Firth e futebol) baseada em um livro do Nick Hornby. O de 2005 mistura o relacionamento do casal com o campeonato do Boston Red Sox em 2004 e a rivalidade histórica com o New York Yankees. Talvez não fosse essa versão que devesse estar aqui mas tem a Drew Barrymore, o baseball e trilha com Tessie do Dropkick Murphys.

7 - Juno (2007)

Ah! É tão bonitinho...

6 - P.S. Eu Te Amo (P.S. I Love You, 2007)

Depois de ver Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004) eu nunca imaginei a Hillary Swank em uma comédia romântica, que talvez esteja mais para romance ou drama, mas dou muitas risadas. Ela e o Gerard Butler combinam no filme juntando Nova York e a Irlanda como cenários de fundo. A trilha tem The Pogues com Fairytale of New York e Flogging Molly com If I Ever Leave This World Alive, duas músicas que gosto muito.

5 - Melhor É Impossível (As Good As It Gets, 1997) 

Ele tem TOC, é preconceituoso e egoísta mas não tem como não gostar do personagem interpretado pelo Jack Nicholson. Ele faz o papel de um escritor extremamente excêntrico que vive em Nova York e que se relaciona com a personagem da Helen Hunt apesar das barreiras de personalidades e disturbios psicológicos. O filme também tem o Cuba Gooding Jr. (Radio, 2003).

4 - Simplesmente Amor (Love Actually, 2003)
 
O Simplesmente Amor conta várias histórias de alguma forma entrelaçadas passadas em Londres pouco antes do natal. Gosto muito do senso de humor britânico, ácido e por vezes maldoso. O elenco é bem grande incluindo Emma Thompson, Colin Firth, Liam Neesson e inclusive o Rodrigo Santoro. É um dos melhores filmes para assistir na época de natal.

3 - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, 2001)

O Amélie Poulain é um conto de fadas contemporâneo cheio de personagens carismáticos e com a fotografia excelente. Paris é brilhante, colorida, parece ter saída da tela de um grande pintor. O ruim mesmo é voltar para a realidade depois de assistir o filme.
 
2 - O Diário de Bridget Jones e Bridget Jones No Limite Da Razão
(Bridget Jones's Diary, 2001 - Bridget Jones: The Edge Of Reason, 2004)

Eu comprei os dois livros... isso também fica entre nós. É tão engraçado ver ela tentando lidar com os vícios, crises existenciais e relacionamentos sempre cometendo gafes por todo lugar em que passa. O Hugh Grant e o Colin Firth também estão muito bem junto com a Renée Zellweger, rola a quimica entre os três.

1 - Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000)

O Alta Fidelidade é um filme que assisti bem na hora que eu estava ampliando meus gostos musicais, ouvindo coisas novas. Um dos pontos principais para mim diferenciar um filme mediano de um bom são as trilhas sonoras e o Alta Fidelidade tem uma das melhores que conheço. O assunto paralelo do filme em si é a música e seus amantes. Também é baseado em um livro do Nick Hornby e destaque para o Jack Black cantando Let's Get It On do Marvin Gaye. 

11 de abril de 2010

Us Now


O Us Now é um documentário que levanta questões bem interessantes, principalmente sobre a relação entre pessoas e sitemas de gerenciamentos e governos. Desde o final do século passado a Internet mudou a forma de relacionamentos sociais e disponibilidade de informações, e agora o que fazer com tudo isso?
No filme são citados exemplos de um time de futebol em que os 30.000 torcedores podem votar e ajudar na escalação do time e de um site em que as pessoas concedem e fazem empréstimos, como em um banco, mas em que todos gerenciam. São mostrados mais casos de projetos, organizações e redes sociais que funcionam dessa mesma maneira, baseados em um sistema de colaboração mútua.

Existem bastante pontos positivos e negativos sobre esse assunto e fica a critério de cada um tirar suas conclusões, o que talvez seja de senso comum é que nunca na história o ser humano teve tanto acesso a informação, participação e interação social como hoje em dia.

O filme é de livre distribuição e está disponível para assistir online (inclusive com legenda em português) ou fazer download aqui no site: http://www.usnowfilm.com/

31 de março de 2010

Country!? Eu?



Assisti nesses dias o Crazy Heart que levou dois Oscars, melhor canção original e melhor ator para o Jeff Bridges e estou em um clima country. Talvez seja por pouco tempo... Deve ser aquela sensação logo depois de assistir um filme bom, quem nunca quis montar uma gangue depois de assistir o Laranja Mecânica (Clockwork Orange,1971) ou ter um peixe e não jogar ele na privada depois de assistir o Nemo (Finding Nemo,2003)?
O filme me lembrou bastante o Johnny & June (2005), que também gostei muito por causa das músicas do Johnny Cash e me fez entrar em um processo reflexivo: Talvez o pessoal do country não seja tão diferente dos caras do Rock... será que eu sou um fan de música country e não sei!?
Passei a vida inteira ouvindo Rock and Roll mas agora pensando bem um monte de pessoas a minha volta também gostam de música Country! Isso se eu levar em consideração que música Country também é Sertanejo, e que para falar a verdade eu não sei se há diferenças entre os dois... Talvez sejam iguais na definição, mas um com o nome em inglês.

Sempre que vou para o interior bebo uma com os caras no bar e de vez em quando eles conversam sobre música, nessa hora fico na minha e não falo nada porque sou leigo e não quero falar besteiras na frente dos sertanejos Old School.
Eles falam coisas do tipo: Zezé de Camargo? Isso não é sertanejo! Sertanejo mesmo é Pena Branca e Xavantinho, Moda de viola! E quando toca na rádio Boate Azul eles comentam: Essa é boa hein, e pedem mais uma branquinha com limão.
Eu me sinto a vontade com o pessoal de lá, eles são parecidos comigo em vários pontos e contam um monte de histórias sobre os bailes que eles iam quando jovens e das mulheres nas festas, se bem que muita coisa eu não posso levar em consideração porque são conversas de boteco e no final das contas eles também contam ali o que pescaram semana passada. Só para constar, o pessoal que bebo junto são os tiozinhos. Os senhores que só usam boné que ganharam de alguma loja e camisa de botão aberta sem muito o que fazer para esconder a pança (somos iguais nisso). Com o pessoal mais novo já não rola a mesma empatia.

Tempos atrás eu estava com meu amigo Beterraba e sem nada para fazer de noite, mas naquele dia ia ter show do Edson e Hudson na cidade e fomos. Me senti um tanto deslocado, talvez porque eu não conhecesse nenhuma música ou talvez porque eu estava de jaqueta e camisa do Ramones que não combinava muito com o ambiente. O Beterraba também não era o mais normal lá, ele estava igual o Marcelo D2, aí o pessoal olhava meio esquisito e fazia comentários irônicos, claro que só reparei nisso nos primeiros 20 minutos, depois que começamos a beber ficamos a vontade.
Apesar de algumas tentativas não obtive sucesso fazendo contatos sociais, mas a essa altura nenhum de nós ligava mais para isso e tudo foi festa.
E como tem mulher bonita em festas sertanejas! Era como se aquelas meninas atrás do Faustão tivessem ido todas para o show, e algumas quase com a mesma roupa! Os tiozinhos do bar não mentiram sobre isso!!!

Em uma outra festa de interior eu estava com uma tia esperando o show começar e ela falava que precisava guardar lugar e que queria um bom para ver o Daniel, inclusive ela é a fan número 1 dele, então fiquei ajudando. Eu pensei: Pô! Eu já vi Misfits e Dead Kennedys se a tia quiser ela sobe no palco e dá Moshing.
Cara... quando o indivíduo entrou no palco eu nunca vi nada tão selvagem! Todo mundo se esmagou! Literalmente! Eu não conseguia levar minha latinha até a boca! Falei para minha tia que ia sair e depois de meia hora sendo empurrado, amassado e xingado consegui chegar num portão e respirar. Puts... Imagina se esse pessoal inventa de abrir rodas em shows!

Pensando bem... no Sertanejo tem o pessoal Old School, tem o pessoal folgado nas festas e tem o pessoal dos shows que são todos loucos. Só muda o som, não somos tão diferentes assim.

6 de março de 2010

And The Oscar Goes To... (Parte 2)

Bom aqui vão os outros cinco filmes, eu achei bem legal essa iniciativa de colocar dez indicados para melhor filme ao invés de cinco, combina com a época em que vivemos em que a quantidade de informação é gigantesca se comparada com alguns anos atrás. É a 82ª  entrega de prêmios acontece amanhã (07/03) domingo e está marcada para às 22:00 horário de Brasília.

Up!
 
É o segundo filme inteiramente animado a ser indicado, o primeiro foi a Bela e a Fera (The Beauty and The Beast, 1991) no Oscar de 1992, acho que já faz um tempo que as animações mereciam mais destaque e não só concorrer para o prêmio de melhor animação. O enredo é muito bom pricipalmente a introdução, linda. Os estudios de animação não param de evoluir a cada trabalho cada vez mais complexos, incluindo a animação de personagens. O que me faz imaginar, será que algum dia teremos atrizes e atores virtuais concorrendo a algum Oscar?

Avatar
Falando nisso o avatar da Sigourney Weaver está igualzinho a ela. Avatar é um dos favoritos para levar a estátueta. Conversando com alguns amigos sobre, a história ficou na mesma linha de Dança Com Lobos (Dance With Wolves,1990) e O Último Samurai (The Last Samurai,2003) e não achei lá aquelas coisas, acho que funciona como entretenimento mas nada que seja tão excepcional. O que vale mesmo são as animações e efeitos digitais muito acima da média, a floresta dos nativos é mágica, cheia de animais coloridos e seres brilhantes. É como se a floresta onde se passa Sonhos de Uma Noite de Verão ( A Midsummer Night's Dream, 1594~96*) do Shakespeare fosse encontrada em algum lugar do futuro.

A Serious Man
 
Conta a história de um professor judeu nos Estados Unidos da década de 70 e de como ele tenta conciliar seus preceitos morais e religiosos com tudo que acontece a sua volta e na sociedade americana da época em assuntos como: família, dinheiro, doutrina judaica, educação no seu trabalho e com os filhos dentro de casa. Mas não consegui gostar do filme,  talvez eu não tenha visto na hora certa, achei chato.

Up In The Air
Dentre os dez esse foi um dos que eu mais gostei, o George Clooney interpreta um funcionário de uma empresa que tem o serviço terceirizado e com isso o personagem passa mais de trezentos dias por ano viajando por todo o país, o que se torna uma rotina em um bom sentido ou além, torna-se um modo de vida. A fotografia do filme é ótima, é como se estivéssemos viajando junto e conhecendo um pouco dos Estados Unidos em alguns takes e cenas.

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

 
A atriz Gabourey Sidibe também concorre como melhor atriz. O filme é passado no Harlem e conta a história da adolescente Precious que vive em uma família pobre e desestruturada, molestada pelo pai e abusada pela mãe. Falando assim talvez pareça um filme só dramático e tenso mas não tive essa opnião, achei que vai bem além de só uma história triste, mexe muito com aspirações, desejos e valores que cada pessoa carrega na vida. O filme também tem a particição da Mariah Carey e Lenny Kravitz e uma dos pontos que vale destacar é a trilha sonora que tem coisas como The Platters e Mary J. Blige.

Entre os dez o melhor filme na minha opnião é o Precious, o filme é execelente, aqui vai o Trailer e espero que ele ganhe amanhã apesar de estarem sendo muito cogitados o Avatar e o The Hurt Locker.

25 de fevereiro de 2010

And The Oscar Goes To... (Parte 1)


Falta pouco mais de uma semana para o Oscar e andei assistindo alguns dos indicados a melhor filme, é o prêmio máximo do cinema mas a maioria dos meus filmes preferidos não ganharam nada e nem foram indicados para nada. Entendo que meu gosto também não seja...como posso colocar? Refinado, seria? Alguns dos filmes que são aclamados pela crítica e pelo público (ou só por um ou só pelo outro) eu destesto, outros eu adoro e preciso ter. Tenho um gosto eclético que vai dos enquadramentos do Akira Kurosawa passando por sabres de luz do George Lucas chegando nos closes em tripas do George Romero.
Apesar de não ver meus filmes preferidos ganharem um único Oscar eu assisto a todos, acho que por causa de toda pompa e glamour envolvidos. Quão volátil eu sou! Nesse ano são dez os indicados para melhor filme e assisti cinco deles por enquanto, semana que vem quando terminar de ver os outros cinco posto aqui no blog:

The Blind Side
Achei fraquinho para ser indicado, o filme é baseado na história do jogador de futebol americano Michael Oher que joga no Baltimore Ravens. Lembro agora de dois filmes com futebol americano que achei bem melhores; Meu Nome é Radio (Radio, 2003) e o Golpe Baixo (The Longest Yard,1974) esse último teve uma refilmagem com o Adam Sandler que como o The Blind Side não é lá aquelas coisas. A Sandra Bullock foi indicada como melhor atriz por esse filme.

District 9
Esse eu gostei, sendo um nerd minha opnião já não é nada imparcial porque só pelo fato do filme ter seres extrra-terrestres já conta como ponto positivo. Só que o District 9 vai além, a história se passa na África do Sul e faz uma analogia com o Apartheid, coloca a segregação e pré-conceitos passados pelo alíenigenas, o que evidencia o Apartheid sendo mais uma das idiotices que o ser humano é capaz de fazer.

An Education
Com a atriz Carey Mulligan que também foi indicada. A história é boa e passada na Inglaterra, me identifiquei com o vivenciado pela personagem que fica dividida entre a educação acadêmica e o glamour da noite e com o que se aprende fora das escolas, inclusive um dos roteiristas é o Nick Hornby que escreveu o Alta Fidelidade (que foi filmado e é um dos meus filmes preferidos) e Uma longa Queda. Apesar disso achei o filme monótono, acho que foram divergências de opniões, tudo o que a personagem admira no mundo da arte e música eu não consigo gostar.

The Hurt Locker
Esse filme conta a história de um esquadrão anti-bombas passado na guerra do Iraque. Sei que a proposta do filme não é discutir sobre, mesmo assim sempre me vem em mente o governo Bush, com relação ao que todos sabem...ONU, motivos duvidosos, protestos anti-guerra no mundo inteiro. Apesar de mostrar só o lado americano o filme é muito bom e gostei porque ele foca na relação humana e pressão envolvidas no serviço que os soldados prestam.

Inglorious Basterds
Sou um fan devoto do Tarantino. Em todos os filmes, mesmo os mais ruizinhos ele consegue colocar uma idéia diferente na mesa. Minhas cenas favoritas são as dos diálogos entre os personagens, não soa como alguém discursando ou uma explicação didática sobre o enredo, parecem conversas "normais" reais, de como eu e o seu Zé do bar conversamos. A parte ruim de eu gostar tanto dele é que sempre comparo a filmes que considero obras de arte como o Cães de Aluguel e o Pulp Fiction, o que não tão é justo da minha parte afinal assuntos, situações e opniões mudam. O filme é ótimo. Destaque para o Brad Pitt que está excelente, sou fan do cara.

Como ainda não vi todos os dez não vou colocar o meu favorito, fica para semana que vem. Aqui vai um videozinho que dei muitas risadas com o Jack Black, Will Ferrel e John C. Reilly cantando no Oscar de 2007 para aquecer e entrar no clima.

7 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo!

Espero que seja para mim e vocês!

Sei que é simbólico, soa meio falso e chega até ser meio brega mas não posso deixar de começar o ano sem desejar feliz novo para todos, principalmente eu que sou viciado em recomeços. Apesar do nosso calendário marcando mais de dois mil anos por motivos que nem tenho fé, mesmo sabendo que nada vai mudar tanto nem na minha vida nem na vida de vocês, mas o planeta fez mais uma translação! É, não foi um exemplo tão bom porque voltamos ao mesmo lugar no universo... Mas isso não quer dizer que nós que estamos fazendo ciclos elípticos como a Terra.
Todo ano novo sinto (mentira, mas obrigo minha mente à...) uma renovação, um renascimento. Preciso pelo menos ter em mente que alguma coisa mudou, respirar ar novo, conhecer outros lugares, mesmo sendo fan de Star Wars vou citar o Star Trek porque encaixa melhor no contexto, "Onde nenhum homem jamais esteve". É o que quero conhecer todos os anos.

Espero que todos tenham passados suas férias em um bom lugar (Não! Claro que Praia Grande não conta, não tem como ser bom, São Paulo inteira está lá!), com pessoas que gostem e que realizem todos os seus planos para esse ano de 2010.

Feliz Ano Novo!

 

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