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14 de fevereiro de 2011

Zé Ruela na Cozinha

Eu estou tentando aprender a cozinhar...

Mas de verdade, tacar óleo na frigideira e fritar coisas não é bem o que se pode chamar de uma cozinha refinada, não que eu tenha a pretensão de virar um Alex Atala, a Palmeirinha (Puts! Ela é tão simpática ensinando...) ou o rato no Ratattouile (2007). Também não ligo em ter uma alimentação saudável sem colesterol, sem gordura e entupimento no encanamento. Não sou uma pessoa que se encaixa na geração saúde, bebo, fumo e como o que gosto. Mas todos os dias fritar qualquer coisa na hora da fome é duro...

Talvez eu esteja ficando velho e cada vez mais xarope, não fresco, talvez mais exigente... xarope! Não consigo desde faz tempo comer Cup Lámen e só como nos Circle - K's da vida quando é realmente necessário. Anos atrás quando apertava a fome eu comia qualquer coisa na loja de conveniência mas nessa época eu conseguia sobreviver só de cerveja... não tem gente que diz que sobrevive só da luz do sol? Hoje preciso comer direito todos os dias ou não aguento o tranco no serviço. Então por que não comer bem?

Todos os dias chego mais cedo que todos que moram comigo e é legal deixar o rango pronto, então já virou meio que uma rotina mas das boas, chego, tomo banho, abro uma cerveja, ligo minha playlist na cozinha (Eu instalei caixas de som na cozinha) e começo a pilotar o fogão. A melhor parte é essa, quando estou pensando no que vou fazer, parece que posso fazer qualquer coisa afinal tenho um pc e o Google!
Mas para falar a verdade isso não é o bastante, tem que ter o sentido que na minha opnião dos cinco é o que menos usei até hoje, o paladar. Menos usei não, usei em um patamar bem inferior, o que já comi de tranqueira industrializada em pacote, dos cinco são meus dois sentidos mais baixos; o paladar e o olfato, preciso aguçar os dois porque afinal andam sempre juntos... Que sexto pô?

Percebo que não sou bom porque minhas comidas não tem trecos verdes. Se você não sabe para que servem os trecos verdes então você está no mesmo nível que eu, você é ruim. Existem pequenas coisas que posso citar agora em que você diferencia uma pessoa com a mão boa e uma igual eu com a mão dura. Tem diferença entre alho em pasta ou com os dentes amassados, salsinha para que serve? Cuminho? Fazer assados? Como que usa o forno? Óleo ou azeite? Todas às vezes seu arroz sai diferente e você não tem idéia do porque?  Porque a galera põe uma folha seca no feijão? Como minha mãe conseguia cozinhar e no final não ter uns cinco pratos, duas tigelas, uma panela e uma frigideira todas sujas. E para ariar aquela panela que você deixou no fogo baixo e começou a mexer no Youtube? Você fica furando de três em três minutos a batata para ver se está cozida? Não sabe cozinhar com a panela tampada e tem medo de usar a panela de pressão? Você faz macarronada e ainda faz todo mundo comer porque acha que é bom? Então estamos no mesmo nível... somos Zés Ruelas na cozinha.

Mesmo sendo um Zé Ruela posso dar um conselho culinário, anota aí:
Quando nós pegarmos aquela receita no site da Ana Maria Braga, ver depois de pronto e ter pensamentos do tipo: Tá certo isso aqui mesmo? Acho que dá para comer. Só faltou sal, eu sou foda só ficou um pouco diferente da foto...

Paga um Sukiyá, pede uma pizza! Ninguém precisa comer nossa gororoba...

1 de fevereiro de 2011

Eu Demolo!


O que você faz? Já te perguntaram isso? Como vocês respondem? Não é uma pergunta tão simples quanto parece... se eu tivesse uma clínica e diagnosticasse doenças a resposta seria médico, mesmo assim talvez não esteja tão certa a resposta, ou a pergunta talvez devesse ser reformulada e então seria como você ganha dinheiro?
Eu sempre fico em dúvida para responder essa questão, eu podia responder de uma forma mais polida por exemplo: Trabalhei na montagem de auto-peças, fui bar tender e esses nomes mais bonitos, o que realmente é dar uma enfeitada na coisa, na verdade eu já fui:

Peão de fábrica...de todos o pior, Tempos Modernos (1936). Entregador de marmita... esse foi nas horas vagas, eu entregava e pronto. Pizzaiolo... foi um dos que mais durou, eu trabalhava terminando a semana para frente e gostava, trabalhar na noite só tem um porém... você trabalha enquanto seus amigos bebem. Garçom e tiozinho do bar... uma coisa leva a outra não? Modéstia a parte minha caipirinha é boa mas as bebidas doces só saem com medidor, nunca fui fan de coquetéis que não dão uma certa alegria de viver... traduzindo não deixam ninguém bêbado.

Já fiz letreiros e placas para lojas e escola... nesse eu fui aprendiz com uma pessoa que me ensinou muito, éramos Daniel-san e sr. Miyagi. Já fui ajudante de cabelereira... esse durou dois dias, eu não levava jeito para a coisa, sério! Não estou tentando afirmar minha masculinidade mas não tive a delicadeza necessária para exercer a profissão, sendo mais específico uma vez lotei a mão de gel e quando fui passar ficou tudo só na metade da cabeça de um cliente... e para espalhar aquilo? Em outro apertei muito forte o xampú e caiu tudinho bem no meio da testa do cliente, caiu igual... ... coisas que caem. Já pintei casa, atendi em loja e fui estagiário.

Isso tudo para dizer que hoje trabalho na construção civil, com demolição... eu demolo! (isso está certo mesmo?) Tudo o que aparece na minha frente eu destruo, claro que da maneira correta e com segurança mas hoje eu quebro, corto, carrego, serro, arranco, bato, tiro, martelo, chuto e bato! Posso usar o pé de cabra, todas as ferramentas pequenas, britadeira de mão, serras circulares da pequena e da que pesa quase 4 quilos mas a minha preferida é a serra elétrica por causa do Texas Chainsaw Massacre (1974). É um dos melhores empregos que já tive, trabalho todo dia de preto desde as calças largas de genbá até o pano amarrado na cabeça, não sou bom ainda mas gosto do que faço.

Trabalho só com uma família de japoneses, não é uma empresa grande ou colocando melhor a empresa é o pai a mãe o filho e eu. São pessoas boas e que tem o meu respeito.
Desde que entrei lá eles me compraram roupas, me deram carne, me levaram em um restaurante e me dão uma cerveja todos os dias em que trabalhamos na casa deles.
O pai é quarto dan de Kendô e o filho que trabalha comigo é terceiro dan e eu... sou só o pó... Tento todos os dias fazer melhor do que fiz o dia anterior, todos os dias eu quero ser melhor no que eu faço e acho que ainda falta muito pelo o que eles fazem por mim.

"Mainichi, mainichi zutto oboeteru..." (Sachô-san).

 

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