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24 de maio de 2011

Cadê Meu Caderno?


Depois de quatro meses eu voltei a desenhar! Se não me engano já devo ter comentado aqui que não sou uma pessoa constante; se já disse perdoem meu lapso, caso não falo agora: Não consigo ser frequente em nada, nem ser constante em nada, o que faz a minha consciência gritar todos os dias comigo para eu ter tal capacidade.
Todos os dias entramos em certo atrito, lembram dos desenhos animados que um anjinho e um diabinho tentam convencer o personagem no meio a fazer algo? Então, isso acontece comigo, mas são "Eus" às vezes querendo fazer tudo de uma vez, às vezes querendo chutar o balde e largar tudo de uma vez.

Parece não ter nada a ver mas nesse ponto entra o desenho na minha vida, desde sempre me faz bem desenhar. Um dos primeiros que me lembro agora foi da primeira série na escola e só lembro porque ficou guardado e vi depois. O tema era algo do tipo - O que você gosta de fazer? Eu me fiz deitado em uma cama escrito em letras de mão, dormir. Acho que não mudou tanto...
Voltando ao assunto, eu gostava, pintava, gosto de lápis e caneta preta. Mais velho eu lia e copiava quadrinhos, parava um pouco, jogava bola voltava mas nunca parei de rabiscar.

Sempre estivémos juntos, eu o lápis e o caderno, sempre me faz falta quando não estamos juntos. A merda de desenhar é que você se obriga à... e nunca esquece de que sempre tem que fazer, é quase como um casamento e aquele papo de na alegria e na tristeza e blá blá blá, você gosta e assume um compromisso, aí tenta melhorar o bagulho! Nunca fui casado mas imagino que seja mais ou menos assim, espero que você casado(a) esteja tentando melhorar o seu bagulho...

Não que eu desenhando vá mudar nada no mundo ou fazer alguma diferença, sei do meu nível. Admiro os que conseguiram e que conseguem passar a sua idéia dessa maneira. Eu nunca conversei com um ídolo meu desse meio mas creio eu (e preciso crer!) que quando eles em algum momento da vida olharam para trás viram seus passos e quanto aprenderam com isso e tudo ao redor que querendo ou não está envolvido. Papo estranho parece música do Roberto Carlos. É uma briga sempre que você pega um papel novo, sempre quer melhorar, às vezes dá tudo errado, às vezes não consegue, às vezes joga o caderno inteiro fora. Por que pegar um papel novo então né?

Sincero sei lá...
Existem estudos didáticos e filosóficos, psicológicos e sociológicos desde os desenhos nas cavernas, Egito, Oriente, Grécia, Mimêsis e Platão... outros que me indentifico mais, expressionismo alemão, Munch, van Gogh, Gestalt, xilogravura, metafisíca, Schiller, Klimt, Mucha, Chagall, Walter Benjamin. Paris em XIX, a acadêmia e Ingres, a boêmia e Modigliani... Mas e para entender o porque? Lá no fundo saca?

Hoje faço parte do proletariado em um país de primeiro mundo e preciso sempre tentar simplificar tudo o que me envolve, mas me complico mesmo não querendo... aí desenho. Uma das qualidades(?) que nunca li sobre é a teimosia, e para medir isso? Alguns a chamam de determinação. Tenho certeza que todos que admiro são ou foram determinados no que fazem e fizeram. E tenho a impressão que vou levar uma vida inteira para largar a mão de ser teimoso e quem sabe um dia ser determinado...

 

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