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22 de outubro de 2012

A Manhã e o Espelho


Dividas por épocas chegam momentos pela manhã em que aquele reflexo no espelho já não é mais o seu. Sabemos que não somos nós...
Alterações físicas e principalmente aquela pergunta simples quem é você já não tem mais aquela resposta única e direta. Onde me perdi? É a resposta... uma outra pergunta como resposta. Dúvida e frustração preenchem a mente, não tenho uma maneira melhor para exemplificar a situação, posso só adicionar algum anestésico para encher espaços vagos.

Palavras de lamentações e de uma certa raiva contida são as únicas que aparecem em meio a um vocabulário xulo, que porra de vida é essa? Me coloquei em uma mesa verde aveludada sabendo de como funciona o jogo e mesmo assim, mesmo assim... não aprendi a jogar.
Tudo aquilo que guardei em meio a tantas partidas é vago e desnecessário, as qualidades requerida são outras. Não foram perdas não posso carregar dessa maneira mas não posso mais carregar pesos supérfluos.
Não funciona assim, as regras não são essas, até quando eu consigo nadar contra a maré? Eu consigo? Perseverança? Onde consigo achar um balde disso? Vende na loja de conveniência? Quem mandou se colocar e uma situação como essa? Vai sair da mesa colocando a culpa nos outros?

Nessa hora você revê sua bagagem, procura ali o que você perdeu, esqueceu de colocar pendurado na porta da geladeira ao invés de enfiar com todas as suas bagunças passadas.
Fazer! Refletir sobre! Reconhecer erros! Corrigir! Fazer!
Como fazer complexo sem fazer o simples...

O espelho continua lá, na mesma função para que foi feito, o reflexo não... mudou!
Perdeu o brilho que antes se destacava na parte do olhar, são só dois círculos castanhos escuros, agora mal iluminados e sem aquele reconhecimento mútuo que já houvera anos passados.
Já não os reconheço, perdi o que me fazia sair e voltar para casa...

Terceiros? Não é o assunto mesmo que influenciem, não colocaria adjetivos, cada um sabe o tamanho da roupa que te serve. Fácil sair colocando nas costas dos outros pesos que por mais tentem colocar para você carregar, muito deles eu mesmo herdei ou adquiri, no final das contas é bagagem minha.
Escrever escrever tentar aliviar problemas, reclamar da vida, difamar e culpar. Não se põe a culpa no aquário que você mesmo se jogou, não se coloca nomes nos peixes você sendo um, nada!

O espelho continua ali na mesma essência como objeto inanimado, eu perdi toda a minha essência como ser humano que um dia já foi capaz de fazer ou pelo menos sonhar com qualquer coisa no mundo.
Julgado e pré concebido, leitura mal feita com resumos, desconhecimento e ignorância não! Não vou fazer igual, não sou assim...
Não que eu me importe, não sou uma pessoa tão boa assim. Não que eu não ligue, também não sou tão apático assim... Não tenho equilíbrio sobre o assunto.

Um dia de cada vez! Um dia gostaria de ver brilho no espelho mais uma vez.

 

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